Esta renovação começou por um diagnóstico claro: a entrada era labiríntica, e o espaço de lazer demasiado pequeno para o que a casa podia ser. Pu seja, havia potencial, mas faltava cumpri-lo.
A grande decisão foi tão imediata quanto lógica: abrir a cozinha para a sala. Um gesto simples, que se revela transformador — ao unir os dois espaços sob o mesmo pavimento, criou-se uma zona de vida contínua, generosa e fluida, onde antes havia compartimentação sem razão.
A reorganização funcional foi igualmente precisa. A despensa converteu-se em lavandaria, retirando da cozinha funções que a sobrecarregavam e devolvendo-lhe leveza.
A nova casa de banho social foi o elemento que completou a lógica do conjunto. Ao introduzi-la na zona de entrada, criou-se uma separação natural entre a área social e a zona privada dos quartos — uma fronteira discreta, mas eficaz, que organiza a casa sem a rigidez de uma planta fechada.
Não tendo acrescentado área, esta renovação reorganizou o que existia — o suficiente para transformar completamente a forma de habitar a casa.